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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um gigante sem voz!

Inaugurado em 26-08-1973, o Estádio Governador Alberto Tavares Silva, ou simplesmente Albertão, um dos maiores estádios de futebol do Nordeste, anda atualmente vivendo tempos de quase completo silêncio e abandono. Ele que quando inaugurado tinha capacidade para 60.000 torcedores, que faziam a festa e realmente lotavam o estádio, como nos jogos da final do Campeonato Piauiense de 1977 com 100 mil torcedores, um Rivengo memorável. E hoje com a capacidade reduzida, seu público pode chegar ao máximo de 44.200 pessoas.
Jogos com casa cheia é algo que ficou no passado do Estádio Albertão, em que bastava dizer: “Domingo é dia de Clássico Rivengo no Albertão”, e estava garantido o lazer dos teresinenses, que como todo brasileiro é louco por futebol. Atualmente, o mais perto disso acontece, que nem o carnaval, só uma vez por ano, quando são disputados pela Copa do Brasil jogos de equipes piauiense na competição.
Mas essa ausencia de torcedores, deve-se muito a falta de organização do futebol piauiense, tanto por parte da Federação de Futebol do Piauí, como dos próprios clubes, que parecem ter deixado para sempre o nosso futebol num “agonizante fim”. Clubes que tiveram que vender as suas sedes sociais, caso do Piauí Esporte Clube e do River; outros se ainda as mantem, estas se encontram totalmente sucateadas. 
Outro fato que preocupa é o da  infra-estrutura do estádio, o gramado de grama natural é apenas recomposto ou tapado os buracos com areia no dias de jogos, os banheiros disponíveis ao público mais parecem, ou melhor, nem parecem banheiros, assim como os vestiários que também estão merecendo uma reforma.
Por falar em reformas o estádio vem passando por uma série delas, em 2008, o Albertão chegou até a ficar interditado durante todo o ano. Reformas que parecem não ter sanado o problema do “Gigante”, pois o que vimos de concreto, desde então, foi exatamente um muro, isso mesmo, um muro ao seu redor, como se quizessem não deixá ninguém sai do estádio; mas pelo contrário, o povo quer é entrar para contemplar o esporte que é a paixão dos brasileiros, o bom e velho futebol.
Revitalizar o Estádio Albertão é preciso, mas não só ele. O futebol do Piauí tem que ser levado a sério, por todos aqueles que o fazem. O torcedor piauiense desaprendeu sim, a ir ao estádio de futebol aos domingos, onde levava seu filho e o ensinava desde cedo a gostar de um bom jogo. E é justamente isso que está faltando, um bom jogo, bem organizado, para o “Gigante” voltar a pulsar, e a ter voz.    

Por Weslley Mendonça

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Eterno Vice-Campeão

Na minha história de vinte anos de flamenguista, sempre me perguntei: Afinal, quantos vice-campeonatos possue o Club de Regatas Vasco da Gama? Ele que ao longo de seus cento e doze anos de história já proporcionou muitas alegrias aos seus adversários de finais de campeonatos. Para isso dediquei essa última semana a pesquisar o número exato de vice-campeonatos do Vasco da Gama. Quem sabe, essa não seja uma missão impossível!
Dentre os mais “importantes” que o Clube da Cruz de Malta conquistou estão: a perda do Mundial Interclubes para o Real Madrid, no ano de seu centenário, (um baita presentão), e no ano de 2006 na sua única final disputada pela Copa do Brasil, em que acabou sendo derrotado pelo seu maior rival, o Flamengo.
Na história do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro o confronto Flamengo x Vasco nas finais repetiu-se vinte e uma vezes, sendo onze vezes conquistado pelo rubro-negro e dez pelo time da colina; Um fato bem curioso ocorreu no ano de 1961 onde esses dois times obtiveram o vice-campeonato juntos, sendo o campeão do Estado do ano o Botafogo. Mas como o que realmente interessa é o título, o Flamengo sabe bem como se tornou o maior campeão carioca, com trinta e um títulos ganhos, até o ano ‘passado’!   
Até a seleção brasileira de futebol antes de ser penta campeã da copa do mundo, amargou no ano de sua primeira final mundial em 1950 seu primeiro vice campeonato perdendo o título para a seleção uruguaia, o inesquecível Maracanaço. Que segundo os críticos, essa derrota se deve a presença de jogadores vascaínos na seleção (Barbosa, Augusto, Danilo, Chico e Ademir).
Nessa minha pesquisa consegui contabilizar (alguns) para o Vasco: vinte e três vice-campeonatos cariocas, seis vice-Taças Rio, onze vice-Taças Guanabara e três vice-campeonatos brasileiros, sendo um desses pela Taça Brasil.
Como toda piada referente a vascaínos é associada à vice, lá vai uma delas: “Não se deve discutir com um vascaíno... o freguês tem sempre razão!”, e um coral de outras nações, principalmente as rubro-negras: OOOOOOoooooOOOOOooOOOOOO...VICE DE NOVOO!!”, e assim encerro minha pesquisa com a seguinte conclusão: não importa quantos vices tem o Vasco, pois esses sempre serão bem vindos, o importante é o TÍTULO que ele sempre nos dará ao fim de cada certame.
Por: Weslley Mendonça, com informações de site da CBF; site da FFRJ; Wikipédia, a enciclopédia livre; Desciclopédia.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Comercial–PI X Palmeiras, “o Golias”

Logo mais, às 21h50min desta quarta, voltarão a se enfrentar pela Copa do Brasil, no estádio Pacaembu em São Paulo, o atual time campeão estadual piauiense, Comercial e o poderoso e gigante alviverde do Parque Antártica. Palmeiras que veio à Teresina semana passada disposto a ‘esmagar’ o pequenino e até então desconhecido, para muitos, Comercial Atlético Clube da cidade de Campo Maior.
Alias Campo Maior é a terra de outro pequeno e também desconhecido, o Caiçara Esporte Clube, até hoje lembrado por sofrer a maior das goleadas da história dessa competição, foi em 28/02/1991 contra o Atlético-MG em que perdeu pelo placar de 11X0.
Mas o “bode piauiense”, como também é conhecido o Comercial, não tem em suas pretensões tomar de seu maior rival, Caiçara, essa desonrosa “conquista”, e sim o de ser lembrado como o pequeno time do interior do Piauí a derrubar o gigante e poderoso Palmeiras. Façanha que se acontecer não será inédita, pois em 2002 o também pequeno ASA de Arapiraca-AL, time que nunca será esquecido por nenhum palmeirense, eliminou logo na primeira fase da Copa do Brasil o grandioso Palmeiras.
Que seja inspirado no bíblico Davi e no  ASA, que o Comercial traga para casa essa tão sonhada classificação para a segunda fase da Copa do Brasil; Que será difícil não tenhamos dúvidas, mas nunca é impossível derrubar um GIGANTE.

Por Weslley Mendonça