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sexta-feira, 24 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
DJ, Samba, Funk, Balada, Mulheres, madrugadas agitadas... Cadê o futebol Ronaldinho?
12 de janeiro de 2011, Gávea, Rio de Janeiro. Uma das maiores contratações da historia do futebol brasileiro é apresentada em sua nova casa e a sua mais nova legião de fãs, como afirmava o clube era “o maior jogador do mundo, se encontrando com o maior time do mundo”. Um extraordinário jogador e pop star do marketing, ídolo da juventude, carismático, recepcionado numa belíssima festa proporcionada pela Nação Rubra Negra. Samba, alegria e futebol, numa tarde calorosa no Rio...
Mas, antes daquele oba, oba! Daquela euforia, de toda a grandeza que representava o momento, palmeirenses, gremistas, e alguns corintianos, também sonharam em vivenciar aquela festa num outro espaço. Durante algumas semanas milhões de torcedores experimentaram um vastíssimo repertório de emoções...
Intrigas e amores, emoção e falsos anúncios, expectativa e frustração, churrasco e mais churrasco, um showzinho de Amy Winehouse no meio da angustia, depois mais churrasco e mais reunião, dinheiro e mais dinheiro. Foi assim, somente depois de uma novela à La Mexicana, que Ronaldinho Gaucho finalmente desembarcou no Clube de Regatas do Flamengo.
A negociação de R10 e Assis, irmão e empresário do jogador, com os clubes interessados foi voltada de controvérsias, durante toda a negociação três clubes afirmavam ter acertado com o empresário a contratação do jogador. Vira e mexe soava, de todos os lados, um “só falta anunciar”. A todo o momento o leilão, como muitos passaram a chamar a negociação, pendia para um lado diferente. E, no final, não faltaram acusações de que Assis estava usando os clubes de forma “imoral”, apenas para levantar a proposta pelo jogador, mesmo já tendo decidido qual rumo seguiria. Assim, duras críticas foram feitas ao fato do empresário negociar com três, ou quatro, grandes clubes ao mesmo tempo.
Certo é que os amantes do futebol não aguentavam mais esperar pelo final daquela novela. Todos queriam ver o craque em campo...
Apita pela ultima vez, neste domingo de clássico, o jogo entre Flamengo e Botafogo termina 0 a 0. Alguns minutos antes... Uuuuuuuuuuuu Uuuuuuu as vaias ecoam no engenhão. Ronaldinho é substituído por Negueba e a torcida não perdoa a péssima atuação do R10. Para a grande maioria dos torcedores, este zero do placar final, bem que poderia ser a nota atribuída a ele no clássico. Pera aí, se o time quase todo foi péssimo por que só vaiou o Gaúcho? Temos que voltar um pouco no tempo.
Quando ainda decidia pelo seu futuro, muitos da imprensa afirmavam que Assis queria que ele fosse para o futebol paulista, no caso o palmeiras, por entender que profissionalmente traria mais frutos, por causa da estrutura e do futebol mais “firme” comandado por Felipão. No entanto, Ronaldinho, amante do bom e velho samba, preferia a cidade maravilhosa, um lugar mais tranquilo, em relação à estressante vida na capital paulista, Rio onde mora o seu filho, Rio do Flamengo, clube de maior torcida do país que poderia lhe dar um status maior de ídolo nacional, e, claro, o berço do samba, paixão nunca escondida pelo atleta.
O problema é que o entusiasmo inicial da torcida foi passando, o louros advindos do marketing nunca apareceram na medida esperada, os resultados do time em campo ainda muito longe da esperança depositada pelos torcedores, exemplo disso foi a eliminação prematura para o Ceará na Copa do Brasil, e, ainda, o futebol apresentado pelo jogador foi ficando cada dia mais escasso, para não dizer pífio.
Além disso, para completar, as baladas foram aumentando. Capas de cadernos de “fofoca” com imagens de R10 na noite, tornaram-se bem mais frequente do que nos cadernos de esportes. Na ultima sexta-feira, a dois dias do clássico contra o botafogo, enquanto qualquer atleta, verdadeiramente profissional, estaria descansando para a partida Ronaldinho Gaúcho foi flagrado chegando às cinco da manhã numa boate. Fato este que, após a péssima atuação diante do glorioso, foi lembrado e despertou a fúria dos torcedores.
Qualquer jogador deve gozar livremente de sua vida pessoal, e o clube e a mídia não têm nada a ver com isso, desde que garanta o seu rendimento dentro de campo durante o jogo. Não é só comparecer no horário agendado. O jogador é pago, e bem, para desempenhar o seu melhor papel, e não pode deixar que fatores extra campo atrapalhe isso. Para mim a preferência de Ronaldinho pelas baladas, invés de um futebol de ponta, ficou clara desde o momento em que deixou de lado um projeto profissional bem mais firme, em privilégio de morar numa cidade mais atraente. Falo isso sem menosprezar o Clube de Regatas do Flamengo, apesar de palmeirense, respeito muito esta instituição, mas foi uma analise feita também por outros comentaristas esportivos.
O excesso de baladas já faz a diretoria do clube buscar um diálogo afim de que o craque “manere” um pouco. Caso R10 continue neste ritmo, não vejo outra saída se não a proposta pelo comentarista do SPORTV, Telmo Zanini, que o Flamengo negocie com a CBF a mudança de horário dos seus jogos para as 5h da manhã, assim quem sabe o R10, em horário favorito, volte a brilhar.
Por Dérek Sthéfano
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Por favor, FIFA, me deixe saber para onde foi o meu dinheiro...
Façamos assim, chego em sua casa, expulso alguns dos seus familiares, que para mim não deveriam estar ali, reformo tua casa a partir das minhas necessidades, gastando quanto quiser do teu dinheiro e, para o teu bem, não deixo tu saber nem quanto gastei. tudo bem?
O que parece inaceitável à primeira vista, na prática é exatamente o que acontece quando um país é escolhido para que receba a Copa do Mundo de futebol. Após conceder ao país a “oportunidade” de realizar o torneio, a Federação Internacional de Futebol Association – FIFA –, entidade máxima do futebol mundial, faz uma série de exigências que nem sempre condizem com a realidade do país que se propõe a tal tarefa, e muito menos visam apenas interesses esportivos.
Em 2014 a Copa do Mundo será realizada no Brasil, mas aqui a promessa era que tu seria diferente, nada de dinheiro público para estádios, nada de benefícios “extras” para empresas privadas, o dinheiro público só poderia ser gasto com obras de beneficio público, hospitais, transportes, educação etc.
Entretanto... As obras começam a atrasar, as empresas que bancariam os gastos dos estádios não aparecem como esperado, a FIFA começa a pressionar. O Brasil será capaz de receber um Megaevento? Ou iremos pagar este “mico”?!
Precisamos voltar um pouco antes da escolha do Brasil enquanto sede. Já no fim de 2007, vários dirigentes foram à mídia pressionar o governo brasileiro pela falta de agilidade nas obras, pois, segundo eles, realizar uma Copa do Mundo “é um problema de Estado”. Em entrevista ao jornal F. de São Paulo, o diretor de relações internacionais da Federação Italiana, Sergio di Cesare, declarou que "o Brasil tem o melhor futebol do mundo e poderia, claro, organizar de novo uma Copa, mas um evento desta magnitude depende antes de tudo de apoio do governo”.
Declarações que entravam em total contraste com o discurso oficial adotado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e pelo então presidente Lula, que afirmavam que esta seria a “Copa Privada”, sem uma participação direta de investimentos públicos em estádios, ou objetos particulares. Assim, “o dinheiro do povo deveria ser gasto com obras para o povo”.
Porém, não é o que se ver. Já foram gastos milhões de reais em reformas de estádios, por exemplo. Mas o que fez o poder público mudar até o seu discurso? Lembram das pressões pelo “atraso” das obras? A impossibilidade de realizar um grande evento? Enfim, o clima de catástrofe criado com as construções? E o tal “Espírito do brasileiro” de deixar tudo para ultima hora, e, assim, burlar regras?
Tudo isso tem sido usado para justificar a necessidade de investimentos do Estado em obras que apenas pessoas e organizações especificas serão beneficiadas, ausência de maior fiscalização das obras públicas, remoções injustificadas de milhares de famílias, concessão de isenção fiscal acima do normal junto com a liberação de capital, sem muitos tramites, para que as empresas acelerem as obras, dentre outras medidas já vem sendo adotadas para que possamos receber o torneio.
Medidas que trazem questionamentos quanto a quem são os verdadeiros beneficiados com estes Megaeventos esportivos, e que papel estes eventos cumprem.
É dessa forma que, por exemplo, tem-se transformado os estádios em modernas Arenas multiuso. Somente nas reformas do Maracanã, Mané Garrincha e do Mineirão, e na construção da Arena de Manaus, serão gastos mais de R$3 bilhões dos cofres públicos, segundo o ultimo levantamento. O que traz alguns questionamentos sobre que retorno real estes estádios darão após a Copa do Mundo, sendo que, por exemplo, Manaus e Brasília, hoje, se quer tem times na primeira divisão do Campeonato brasileiro. Alem disso, estas arenas encarecerão bastante o valor dos ingressos o que exclui, cada vez mais, grande parte da população brasileira dos estádios.
Não bastasse estas ações, o governo quer afastar de vez a participação da população do processo de construção destes eventos, excluindo até mesmo a possibilidade de acompanhar os gastos que serão feitos pelo Estado para a realização dos mesmos. Nesta semana, foi aprovado o texto básico para a medida provisória (MP) 527, que cria o Regime Diferenciado de Contratações (RDC) específico para as obras para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, no Rio, na qual está incluso a manutenção do sigilo do orçamento dos dois eventos. Caso seja mantido, a população não terá acesso aos gastos oficiais da União para a realização dos eventos. E, ainda, usando como justificativa “o interesse da Sociedade” para a utilização do sigilo, como afirma a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
A partir das ações já iniciadas até aqui fica claro, a que interesses estas medidas realmente representam, deixando as verdadeiras necessidades da sociedade de lado, a mercê dos objetivos puramente mercadológicos que os Megaeventos esportivos apresentam hoje.
Com este modelo, a Copa tem que ser bancada pela iniciativa privada, pelos bancos, assim, os bancos bancam todas as bancas da FIFA. E, a FIFA mediria mais as suas bancas, antes de querer bancar de moderninha exigente.
Por Dérek Sthéfano
domingo, 5 de junho de 2011
Cadê a Seleção do Povo?
O que você faria com R$150? Talvez você se pergunte qual o objetivo de uma pergunta como esta em um blog esportivo, correto?! Talvez você imagine que seja algo relacionado ao preço da camisa de seu time de coração. Ou irei falar sobre alguma contratação esquisita, ou relacionada ao salário de algum jogador de time pequeno... Nenhuma das alternativas está correta. R$ 150,00 este era o valor mínimo para quem quisesse ver o Brasil em campo contra a Holanda, na cidade de Goiânia. O torcedor que quiser um lugar um pouco mais confortável no estádio deveria desembolsar R$340,00 para as cadeiras, ou até R$ 800 para o setor Vip. Entre os cambistas, os ingressos de arquibancadas não saiam por menos de R$ 300.
Vejamos bem, hoje, estes R$ 150,00, do menor valor, representa quase 30% do salário mínimo nacional que é R$545,00. Com isso, a maioria da torcida brasileira que quiser ver um jogo deste terá que ir para arquibancada, e se virá para sustentar a família com os R$395,00 restantes, desde que não vá a nenhum jogo do time de coração, que no brasileirão deste ano o preço mínimo do ingresso custa em média R$40,00. Caso não resista, e resolva ir a apenas um jogo do time de coração lhe sobrará R$355,00 para passar o resto do mês, e não estou incluindo alguns castos resultantes dos jogos, transporte, lanche dentre outros, dependendo dos gostos de cada um.
E não foi um “privilégio” dos goianos pagar por ingressos salgados para ver a seleção canarinho. Em São Paulo, para o jogo da proxima terça, a média de preços varia entre R$140,00 e R$350,00, para quem quiser acompanhar a despedida de Ronaldo, o Fenômeno, da seleção. Ronaldo não seria o craque do povo também? Sei que o fenômeno não tem decisão sobre a definição do preço dos ingressos, isto é apenas um elemento a ser problematizado.
“A CBF não tem participação na definição desses ingressos. Esse jogo, apesar de envolver a Seleção Brasileira, foi terceirizado para uma empresa de marketing esportivo, que é a detentora dos direitos comerciais do jogo, como placas, ingressos, toda a parte comercial. É a Kleffer Marketing Esportivo que designou o preço dos ingressos, a princípio era R$110 reais e para a nossa surpresa, houve uma nova avaliação”. Quando vemos declarações como esta, percebemos de forma cada vez mais clara quem são os verdadeiros beneficiados com estes jogos. Ficando a mercê dos critérios obscuros destas empresas a definição sobre o acesso, ou não, do povo ao seu espetáculo.
Estamos prestes a receber uma Copa do Mundo, e Arenas faraônicas estão sendo construídas. Bilhões de reais dos cofres públicos têm sido destinados a estas obras, sem que se tenha um minimo esclarecimento sobre a verdadeira função social destes Megaeventos. Será que a população não merece uma concreta justificativa sobre o por quê de tanto dinheiro estar sendo destinado para estes eventos, para, a partir daí, refletir sobre para quem tem sido construído estes espetáculos...
Sonho com o dia em que o futebol volte a ser encarado enquanto cultura de todos, um espaço onde todos independente de raça, credo, condição social, se reuniam sob as mesmas condições, para torcer, chorar, se angustiar, vibrar. Enfim, que os estádios de futebol voltassem a ser um espaço que todos pudessem saborear a arte, o espetáculo que é o futebol.
Enquanto isso fica o questionamento, se o futebol é o esporte do povo no Brasil, por que o povo tem sido excluído dos estádios dessa forma? Como indagou Lucio de Castro, jornalista da ESPN, onde ficarão os setores populares nestas novas Arenas? Quem poderá pagar por estes ingressos?
Por Dérek Sthéfano
Por Dérek Sthéfano
sábado, 28 de maio de 2011
FC BARCELONA: MES QUE UN CLUB!
CATALUNYA, 22 DE OUTUBRO DE 1899, CHEGA ÀS BANCAS MAIS UMA EDIÇÃO DO JORNAL LOS DEPOTES. DENTRO DE SUAS PÁGINAS, NO MEIO DE MUITOS ANUNCIOS, HAVIA ESPECIAL QUE EXPUNHA O DESEJO DE UM HOMEM, JOAN GAMPER, EM FORMAR UM CLUBE DE FUTEBOL. E, O QUE PARECIA MAIS UM SIMPLES ANUNCIO, UM SIMPLES DESEJO, DESEMBOCOU, MAIS DE CEM ANOS DEPOIS, EM UM DOS MAIORES CLUBES DO MUNDO, UM DOS PRINCIPAIS SIMBOLOS DO VERDADEIRO FUTEBOL ARTE.
PASSAR PELO TUNEL DO TEMPO DO CAMP NOU É VIAJAR POR MOMENTOS ONDE UM ESPORTE MAIS SE CONFUNDE COM ARTE INGENIA DO SIMPLES PRAZER DO QUE COM EXACERBADA COMPETIÇÃO E DESESPERO PELO GANHAR. sem fugir de sua linha historica, o fc barcelona tem montado as “companhias de futebol” mais encantadoras da trajetoria deste esporte, de romário a ronaldo, de rivaldo a ronaldinho, isso só para citar alguns dos gênios brasileiros que passaram por esta casa.
segundo messi, “No Barcelona, desde a formação dos jogadores, se pensa primeiro em jogar futebol , em atacar e , quando um jogador é chamado para a equipe principal, sabe de imediato o que tem de fazer”. talvez este seja o segredo, desde os primeiros passos em ‘la masía ’ os artistas já são ensinados a como agirem no espetáculo, lapida-se a jóia conforme queira que ela brilhe, sempre chamando todas as atenções para o espetáculo.
“Viemos todos do mesmo modelo, e é essa a grande força do Barcelona. Estamos sempre em movimento, não há posições fixas. Temos a liberdade de nos deslocar de um lado para outro do campo, desde que não nos esqueçamos de trabalhar para a equipe” acrescenta o craque argentino, espanhol, americano, asiatico, europeu, enfim... o gênio mundial que ultrapssou todas as barreiras da rivalidade e se tornou um idolo mundial, um ídolo do esporte, e não só do futebol, ou do barcelona.
hoje, ACOMPANHAR O FUTEBOL ESTRELADO POR MESSI, INIESTA, XAVI, VILLA, DANIEL ALVES E CIA É UM PRIVILÉFIO QUE EM POUCO TEMPO TODOS QUE TIVERAM, E FELIZMENTE AINDA TEM, A BENÇÃO DE ADMIRAR SE VANGLORIARÃO. É A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES TIMES DESDE QUE FUTEBOL É FUTEBOL, DE SUA PRÁTICA NA CHINA ANTIGA, COM OS ASTECAS, OU NAS ESCOLAS INGLESAS DO SÉCULO XIX, SENDO CONSTRUIDA DIANTE DAS NOSSAS RETINAS. DAQUI A ALGUNS ANOS VOCÊ PODERÁ DIZER, EM MEIO ÀQUELA CONVERSA DO BARZINHO DA ESQUINA DE SUA CASA, EU VI O BARCELONA DE MESSI E CIA JOGAR.
NA FINAL DA LIGA DOS CAMPEÕES, ONTEM, O MANCHESTER DEMONSTROU QUE, MESMO SENDO UM EXCELENTE TIME, TEM QUE EVOLUIR MUITO AINDA, ASSIM COMO TODAS AS OUTRAS, SE QUISER FAZER SOMBRA À EQUIPE AZUL GRENÁ. ANTES DA EQUIPE INGLESA, OUTRA AGREMIAÇÃO ESPANHOLA, O PODEROSO REAL MADRID, TAMBÉM HAVIA TENTADO EM VÃO DERRUBAR O FUTEBOL ARTE COMANDADO PELO TÉCNICO GUARDIOLA.
DIANTE DESSA DESTOANTE E ESTRONDOSA DIFERENÇA DO BARCELONA COM OS OUTROS CLUBES, SURGEM UMA SÉRIE DE QUESTIONAMENTOS COMO, QUEM PODERÁ PARAR ESTE ESPETÁCULO? OU MESMO, QUEM VAI SER ESPERTO E COPIAR AS PRÁTICAS ADOTADAS PELO CLUBE CATALÃO?
VEJA, REVEJA E BATA PALMAS SEMPRE QUE PUDER APRECIAR ESTE VERDADEIRO ESPETÁCULO DO FUTEBOL!
Por Dérek Sthéfano
*EM RESPEITO À GRANDIOSIDADE DO FUTEBOL APRESENTANDO PELO BARÇA, RESOLVI ESCREVER ESTE TEXTO TODO EM CAIXA ALTA.
Pesquisa: http://espn.estadao.com.br/championsleague/noticia/193246_VIDEO+SIMBOLO+DE+GERACAO+CRIADA+EM+CASA+MESSI+CONSAGRA+CANTERANOS+DO+BARCA
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O Espetáculo das Torcidas! Paixão à flor da pele...
“O que mais me fascina é que pessoas estranhas parecem antigas amigas nos momentos de ameaça de gol, existe uma explosão de alegria contagiante. Sentia-me impelida à confraternização, a troca de abraços e sorrisos, como todos os outros. A experiência de união, de compartilhar o amor por uma mesma camisa, pelas mesmas cores, de respeitar uma mesma tradição de glórias passadas e presentes permitia que cada um de nós se reconhecesse na multidão. Na formação de uma consciência, entre os torcedores, de um nós contra os outros”
São com essas palavras da Prof.ª Dr.ª Fátima Antunes, na introdução da sua tese de doutorado “Com Brasileiro Não Há Quem Possa”, que começamos nossa viagem pelos mais belos espetáculos proporcionados por torcidas de futebol. Neste poste passaremos, primeiramente, apenas por alguns países europeus...
Começamos com um grande show da torcida do Besiktas Istambul. No time mais antigo da capital turca, o fanatismo é tamanho que a camisa 12 do time foi aposentada em homenagem à sua torcida. No jogo contra o Liverpool, pela Liga dos Campeões da UEFA, a torcida local teria batido o recorde mundial de barulho em um estádio de futebol: 132 decibéis. Com toda esta empolgação é guiada por pela presença de um animador que puxa os gritos junto com a torcida.
De avião chegamos a Alemanha, mais precisamente ao clássico Borussia Dortmund e Schalke 04. A alegria e devoção dos torcedores alemães à flor da pele nas duas maiores torcidas do país. Tudo isso em pleno o estádio de Dortmund, palco da Copa Mundo da FIFA de 2006.
Na “velha bota” temos como destaque O Derby della Lanterna, entre Genoa e Sampdoria, que sempre incendeia os genoveses e ressoa no país inteiro. "Já pude vivenciar os maiores clássicos, mas nenhum tem o encanto da Lanterna", afirmou Marcello Lippi. Em Gênova, o clássico dura o ano inteiro, e não só 90 minutos.
Para finalizar, deixei o que para mim é a mais espetacular demonstração de amor a um clube, a uma identidade! Não consigo ver estas imagens sem ficar emocionado com o poder de uma torcida de futebol. A alegria, a tristeza e todos os outros sentimentos retratados em uma só espetáculo – o futebol!
You never walk Alone”, esta é a canção (que virou quase um “hino”) cantada por seus torcedores antes do início e ao final de cada jogo do Liverpool, tradicional time da cidade dos Beatles. Com tamanha importância para o clube, que as palavras You'll Never Walk Alone estão no escudo do clube e nos portões de entrada do estádio Anfield Road. A torcida do Liverpool FC começou a entoar essa música nos estádios nos anos 60. Foi a primeira torcida a cantá-la nos estádios. Desde então, inúmeras torcidas também aderiram a criação de Rogers e Hammerstein II, e também cantam o clássico.
Por Dérek Sthéfano
Fonte: FIFA.com / YOUTUBE.com
sábado, 30 de abril de 2011
Blá Blá Blá... Mas cadê a pimenta, cadê a provocação?!
Hoje, têm alguns dos maiores clássicos do mundo: Palmeiras VS Corinthians, em São Paulo , Flamengo VS Vasco, no Rio de Janeiro, Internacional VS Grêmio, no Rio Grande do Sul, as maiores rivalidades do futebol brasileiro em campo. Então , durante a semana tivemos muita provocação, piadas contra os adversários, jogadores trocando farpas, enfim... Clima de clássico criado, certo? Não!
De uns tempos para cá o bom humor vem sumindo dos estádios de futebol. O clima de tensão predomina, dentro e fora de campo, o futebol parece estar perdendo o seu lado lúdico, descontraído, um refugio das pressões diárias, e tem se tornado mais um local chato.
Sinto muita falta das declarações polêmicas, das danças e dribles em provocação ao adversário, e diversos outros acontecimentos corriqueiros nos estádios e na preparação para jogos decisivos, principalmente, nas semanas dos clássicos. Na atualidade a ‘onda’ é “vamos respeitar o adversário, ele é muito qualificado e temos de ter atenção os 90 minutos”. Cadê as provocações do tipo “vamos arrasar esses gambás”, “nosso time é muito melhor se jogássemos três dias ainda não perderíamos para eles”. Ou o criativo chororô que a torcida do Flamengo fez para a botafoguense.
A questão está tão séria que, no clássico paulista, um promotor foi dá palestra nos grandes clubes de São Paulo antes das semifinais deste fim de semana. Sob a alegação de preocupação com a segurança dos clássicos, o promotor foi pedir que os jogadores não fizessem declarações “polêmicas” ou provocativas, pois poderiam ter um resultado de fúria na torcida adversária. Paciência! Como se os jogadores falando ou deixando de falar impedisse os “torcedores” de se digladiarem. Isso é o estado emitindo um atestado de incompetência, de sua incapacidade de formar sujeitos sociais por meio da educação.
Assim, o “politicamente correto” – expressão surgida na década de 80, como uma tentativa da direita estadunidense de descaracterizar as idéias da esquerda - predomina nos estádios. Todos são times grandes, com a mesma qualidade técnica, pois nenhum time pode ser chamado de pequeno ou ruim que todos se ofendem.
Espero ver um dia a “pimenta” de volta aos gramados, e aos microfones, que os clássicos possam ser agitados não só por belas jogadas, mas também por frases engraçadas, ou nem tanto, que fazem a alegria e rivalidade “sadia”, sem violência, do futebol. Afinal, isso faz o futebol tão belo. A alegria de torcer por aquelas cores, por aquele símbolo, por aquele clube. Já ouvi várias vezes e concordo muito com algumas pessoas que dizem que a maior mística para o torcedor, o momento de grande alegria, é a segunda feira. Nada seria do futebol sem o dia seguinte...
Por Dérek Sthéfano
*Não podemos confundir expressões opressoras, historicamente consolidadas, como por exemplo: viado, para denominar homoafetivos, com expressões às quais teço as críticas durante o texto. Critico a utilização de expressões exclusivamente para suavizar relações esportivas, hipocritamente, como se todos os clubes realmente recebessem o mesmo tratamento, o que seria bem mais importante.
domingo, 10 de abril de 2011
Que volte a alegria! Que volte o verdadeiro futebol brasileiro!
Neste domingo, gostaria de refletir sobre alguns pontos do nosso futebol. Desde que comecei a assistir futebol, ou seja, desde que nasci, o que sempre me encantou foi a ginga, os dribles mágicos, os belos gols, a vibração e irreverência de alguns jogadores em campo e, acima de tudo, a emoção das arquibancadas.
Entretanto, nos últimos anos, parece que os valores se inverteram... Os belos dribles estão cada vez mais raros, os jogos mais escassos de gols, os jogadores que entram em campo, me parecem, muitas vezes, apenas por obrigação (diga-se ótimo salário!), sem a alegria de estar em campo representando as gloriosas histórias dos nossos clubes. As belas jogadas foram trocadas por lances grotescos, dignos de vídeocassetadas, o toque de classe, foi substituído por carrinhos e lances violentos, que fazem até Anderson Silva, o spider-man do UFC, ficar com inveja.
E, quando surgem jogadores talentosos e irreverentes, que nos fazem relembrar nossa tradição, são “caçados”, por zagueiros adversários (tudo bem, desde que na lealdade). Coibidos, também, por regras impostas pela sempre “oportuna” FIFA, que visam unicamente proteger os seus patrocinadores. Levantou a camisa numa extrema euforia por ter marcado o gol da vitória num clássico? Huum... Isso pode te deixar de fora do segundo e decisivo jogo. No meio de semana, Neymar, um dos poucos craques do futebol brasileiro, acabou expulso de um jogo apenas por colocar uma máscara, com a própria imagem, após marcar um belíssimo gol contra o Colo-Colo. Qual o problema de um jogador por uma máscara, enquanto o jogo está parado? E os jogadores que usam bandana, ela faz parte do jogo?
Alem disso, há algum tempo, o mundo do futebol de modo geral está birrento, um simples drible pode virar uma grandiosa ofensa. Os poucos jogadores que tem habilidade com a pelota, não podem mais utilizar de sua capacidade, pois é um insulto ao rival, grosso e sem qualquer competência para realizar tal ação. Se passar o pé por cima bola é porque quer humilhar, agora o anti-jogo... Não vejo ninguém revoltado com isso, ninguém critica.
Torço para que essa onda de chatice se vá, que volte a alegria ao futebol! A emoção de está jogando futebol... E com ela voltem os Garrinchas, os Zicos, os Romarios, os Violas, os Edmundos... Enfim, o verdadeiro futebol brasileiro.
Por Dérek Sthéfano
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Cansei! Gostaria de mudar de ares...
Nos últimos anos, cada vez mais, ouvimos frases como: “não estou mais feliz”, “preciso reencontrar minha alegria de jogar futebol”, “não tenho mais clima aqui”... Mas será que isso realmente funciona, ou toda vez que um jogador entra em “má fase” apenas utiliza deste artifício para justificar tal momento?
Particularmente eu realmente entendo o esporte como sendo essencialmente de “cabeça”, em qualquer atividade esportiva se você não está concentrado para realizar o seu papel não conseguirá atingir o seu melhor. Junto com isso vem alegria pela prática de tal esporte, sem a felicidade pela realização de certa atividade o atleta ficará sempre naquele marasmo da obrigação, lhe faltará o algo a mais responsável pela superação das dificuldades do ofício, principalmente em esportes de alto rendimento.
No futebol esta realidade não é diferente, com a maratona de concentrações, viagens, restrições alimentícias, e “festivas”, uma rotina capaz de irritar qualquer um que não ame aquele exercício. E, juntando todos esses fatores, com a exigência física aumentando a cada dia, temos a necessidade da felicidade em “estar ali”, naquele clube, com aquela torcida, que pode ser sentida naquele êxtase ao entrar em campo, na vibração de um gol, nos cantos das torcidas... Enfim, na paixão que é o futebol.
Entretanto, sem o fascínio tudo que se tem são atletas insatisfeitos, sem a tal “alegria”, que já não suportam aquele treino, aquele mesmo hotel, mesmo estádio, ou até a mesma cidade. Aí vêm as famigeradas frases que citei no início...
Sendo assim, o melhor que um clube tem a fazer é realmente negociar o jogador. Talvez, para o clube, financeiramente não seja um bom negócio, mas ter alguém que não respeita sua tradição e, principalmente, não rende ao entrar em campo, com certeza também não é um grande negocio. Temos grandes exemplos de atletas que estão bem, porém, de repente, cai o rendimento e não consegue mais retornar o bom futebol, desaprendeu a jogar? Não, talvez uma mudança de ares o faça bem...
Diversos casos concretos dão base para esta minha opinião. Talvez um dos casos mais notórios tenha envolvido o ex-jogador Neto, adquirido pelo Palmeiras junto ao Guarani, o jogador não foi bem no Palestra e entrou em conflito com o técnico Emerson Leão, do Palmeiras, que sugeriu sua troca pelo meia Ribamar, do Corinthians, com a passagem dos ares do Palestra para os do parque São Jorge, Neto teve seu auge no rival e se consagraria como um dos maiores ídolos da história dos Gambás, digo do Corinthians. Outro grande exemplo é base do Flamengo campeão brasileiro de 2009, quando chegaram à Gávea Adriano, Pet e Bruno não estavam nada bem nos seus antigos clubes, Inter de Milão, Atlético-MG e Corinthians, respectivamente, mas em 2009 levaram o rubro negro ao título brasileiro, com espetacular participação dos três.
Por Dérek Sthéfano
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